Rua Monte Alegre 984, São Paulo, SP 05014-091, Brasil. Abstract This article discusses new uses of interpretative repertoires of risk, especially those related to adventure. Resumo Este post tem como intuito situar as novas modalidades de exercício dos repertórios interpretativos sobre isso risco, essencialmente no que se alega à concepção da aventura. Este texto tem o duplo intuito de sinopse e de reposicionamento frente à charada do risco pela modernidade tardia. Como sinopse, visa sistematizar as reflexões e resultados das pesquisas sobre o assunto risco por nós desenvolvidas desde 1997 (Spink, 1997, 1998, 1999). Como reposicionamento, pretende argumentar em prol da vida, hoje, de novas modalidades de exercício dos repertórios interpretativos a respeito de traço.
Começaremos traçando uma visão panorâmica dos sentidos históricos de risco. Apoiando-nos nas teorizações de Hayden White (1994), buscaremos mais especificamente traçar o enredo arquetípico dos trópicos do discurso a respeito traço. Antes, mas, são necessários alguns esclarecimentos conceituais. Ao utilizar o termo risco-aventura estamos nos referindo, apenas parcialmente, às recentes modalidades de aventura e aos novos usos de antigas modalidades de jogos de vertigem.
Optamos pelo termo composto traço-aventura, para enfatizar um deslocamento sério dos sentidos modernos do risco que recuperam a aventura como dimensão positivada da gestão dos riscos. Os teóricos do traço, como Gary Machlis & Eugene Rosa (1990), procuram englobar essa proporção em seus esquemas tipificadores perante a denominação de “risco desejado”.
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Faz-se necessário resolver assim como, que as pesquisas que vêm sendo por nós construídas focalizam risco pela compreensão da linguagem em emprego. Entretanto, seja no enfoque dos discursos cristalizados, seja no das práticas discursivas, é a ideia de repertório interpretativo (Potter & Wetherell, 1987) que ocupa o papel teórico central. Chamamos de repertório interpretativo o conjunto de termos, conceitos, lugares-comuns e figuras de linguagem utilizados pra apresentar de um fenômeno específico. Sendo produções culturais e estando registrados nos textos, imagens e lugares de memória que constituem o imaginário social, os repertórios são melhor compreendidos quando abordados no tempo enorme da história. A familiarização com essas produções implica, desse jeito, a realização de uma arqueologia dos usos dos repertórios em diferentes épocas históricas.
Constituem, nesta concepção arqueológica, um reservatório de sentidos passíveis de serem reativados nos processos de compreensão do universo, que chamamos de realização de sentidos. Com finalidade de perceber os repertórios sobre isso traço do ponto de visibilidade arqueológico dos contextos históricos de exercício, foi feita uma extensa procura bibliográfica sobre a emergência, circulação e exercício da linguagem do risco em diferentes domínios do saber.
Mesclam-se nessa panorâmica 3 dimensões: uma maneira de se comparar com o futuro, uma maneira de conceituar traço e uma forma de gerir os riscos. Assim, a própria emergência da expressão risco no catalão no século XIV, nas línguas latinas no século XVI e nas anglo-saxônicas no século XVII prontamente constitui um rico campo de investigação.
Embora tenhamos engrossado as fileiras dos etimólogos diletantes, não se trata por aqui de explicitar as hipóteses prováveis desse surgimento tardio do vocábulo. Basta ressaltar o consenso de que a expressão emerge pra tratar da expectativa de circunstância de eventos vindouros, em um ciclo histórico onde o futuro passava a ser pensado como passível de controle. Vale fazer aqui uma passageiro digressão sobre isto as muitas escolhas de meditar o futuro. É esse tipo de ligação com o futuro que gera o clima propício à incorporação plena da visão do “risco”.
Não que exista uma carência de cada persistência ante o futuro numa economia pré-capitalista. Trata-se, entretanto, de um futuro pautado pela “previdência” – a habilidade de “olhar de antemão” a partir da inscrição na própria circunstância, pela identidade entre tempo de serviço e tempo de produção. Como reitera Bourdieu (1979:22), “remoto de serem ditados pelo desejo prospectivo de um futuro projetado, as condutas de previdência obedecem ao cuidado de se conformarem aos modelos herdados”. Já o capitalismo impõe que se rompa essa unidade. Opõe, assim, ao “futuro prático”, espaço de potencialidades diretas, a informação de futuro como local dos possíveis abstratos de um sujeito intercambiável.
De novo é preciso deixar claro que não se trata da carência da expectativa de cálculo. A mudança de um futuro pautado em solidariedade para outro marcado pelo cálculo dos riscos, pode ser traçada a partir dos repertórios lingüísticos disponíveis para ter significado de o futuro. Após emergir como vocábulo pela pré-modernidade, risco haveria de tornar-se um conceito fundamental pela modernidade clássica. De outro lado, o conceito de traço envolve a sofisticação da estatística e seu uso como ciência do estado. Nunca é excessivo apontar que a raiz de estatística é status, que em latim ou seja estado ou circunstância.